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Marcos Rutherford e Isaac Aicon para 'Conversa Intrusiva'

Parte do que as pessoas veem na gente é um reflexo de como nós vemos o mundo e deixamos ele nos influenciar. Para o retorno da segunda metade da temporada do 'Conversa Intrusiva' quis trazer uma das pessoas mais incríveis que conheço para falar sobre uma outra coisa que eu amo: moda.


Partindo do raciocínio de que tudo depende de como enxergamos e consumimos o mundo, acredito que nossas experiências culturais que são reflexos de viagens, pessoas, arte e inspiração que moldam o nosso ser e estabelecem nossos gostos pessoais, influenciam nossas escolhas, inclusive de vestuário.


Eu e Isaac temos alguns pontos em comum que nos conectaram, sendo o interesse do aumento de capital cultural o mais notório. Por falar em repertório, é surpreendente o quanto esse cara carrega minucias dos seus gostos em tudo o que faz. Cada conversa é uma aula repleta de curiosidades, fatos históricos e genuinamente te cativa, te prendendo no momento.


Para além dos gostos e curiosidades em comum, temos uma idade próxima (que eu adoro negar e chama-lo de beeeem mais velho), o que torna esse convidado um fit perfeito para o podcast porque também compartilhamos das mesmas crises, dúvidas e inseguranças da vida (o que dois leoninos não vão admitir facilmente).


Nesse episódio também falamos sobre máximas de vida, aprendizados que influenciam nossa forma de ver o mundo, relações e oportunidades.


'O mundo que me veste' não é apenas um episódio que aborda literalmente o estilo de como se vestir, mas sim a maneira de absorver o mundo, suas nuances e particularidades e digerir isso de uma forma que molda, integra e forma nossas personalidades e opiniões.




Referências do Episódio (Favoritos do Isaac)

Young Lion - Sade

Faz Parte do Meu Show - Cazuza


Trilogia Before/Antes

A trilogia romântica Before (conhecida no Brasil como a Trilogia do Antes), dirigida por Richard Linklater e estrelada por Ethan Hawke e Julie Delpy, acompanha a evolução do relacionamento entre Jesse e Céline ao longo de quase duas décadas


Definitivamente a expectativa é o lobo do homem. A dúvida entre criar ou não cenários favoráveis a sua ideia, esperar demais algo que não vai estar sob o seu controle ou simplesmente se deixar levar pelo o momento da vida em que você se encontra é, no mínimo, o processo mais dúbio que podemos viver.


Entre espiritualidade, racionalidade e sociedade, a expectativa se distribui em todos os espectros da nossa existência até que nos alimente (ou nos afogue) com o aprendizado de uma frustração ou a felicidade de uma concretização.


Criar ou não expectativas é também um dilema, porque nem sempre vamos conseguir nos apoiar na realidade nua e crua de forma a separar nossos sentimentos do complexo racional social de ações e percepções, mas o ato de não gestar expectativas é igualmente danoso pois deixamos de enxergar esperança e passamos a engolir o estado blasé e inóspito da vida.


Nesse episódio mais que especial, trouxe uma convidada que esta presente todos os dias na minha vida e, de uma forma ou outra, sempre me faz rever meus conceitos sobre expectativas e o quanto criar ou não delas.




Referências do Episódio

Metamorfose Ambulante - Raul Seixas

Taylor Swift

Baby Steps - Olivia Dean



Ao meu ver, se apaixonar é a montanha russa mais complexa da existencialidade humana: no mesmo momento em que você está no auge da emoção de amar alguém, você está em uma descida sinistra jamais vista antes porque tudo acabou.


Claro, nem todos relacionamentos terminam de forma trágica, isso é, os que sequer terminam, né? Mas é fato que de uma forma ou outra nós temos que encontra refúgio no nosso próprio mundinho que existe apenas dentro da nossa existência para nós mesmos e, de alguma forma, superar o trauma ou pelo menos a ausência que o outros nos faz ou fará.


Depois do mesmo coração ser partido algumas vezes, há um tempo que notei um padrão: eu sempre repetia o mesmo processo, de forma cíclica e contínua, como se eu nunca tivesse passado por aquilo ou pior, como se tivesse passado e nunca aprendido nada. Foi olhando para dentro que, com isso, entendi que na verdade o meu processo de cura que estava errado.


Basicamente eu sempre me cobrava bem mais por uma relação ter ruído do que me perdoava por estar aprendendo. Não é sobre se isentar da culpa, mas se eu estou vivendo a vida pela primeira vez e me apaixono por alguém que obviamente também está conhecendo o processo, por quê me culpar tanto por algo que nem eu nem ninguém podemos controlar?


Antes de me dar conta disso, meus processos de cura envolviam um sentimento de impotência ou, quando o problema não era a autoestima, o questionamento e implicação de que eu era um completo palerma por "me deixar estar naquela situação". Esse processo de auto punição simplesmente não me preparava para possíveis futuras decepções porque eu fazia dele o centro da minha ferida, como se todo dia eu mesmo me martirizasse na mesma ferida ao invés de, sei lá, passar uma pomada.


No episódio do 'Conversa Intrusiva' dessa semana, falho miseravelmente em trazer essa perspectiva para um amplo geral e foco quase que exclusivamente em nossas jornadas de aprendizado em relação ao amor. Apesar do tema já definido anteriormente, o decorrer desse episódio foi ambiguamente influenciado pela produção do artigo da semana do The 'Love' Issue, que influenciou na forma como eu abordo o tema aqui. No fim das contas, acho que esse foi um dos episódios que mais gostei de gravar e me senti feliz com o resultado final.


Espero que gostem também e, por favor, sigam o podcast no Spotify e Apple Podcasts, comentem nas plataformas e aqui no site. O apoio de vocês muda TUDO!





Referências do Episódio

The 'Love' Issue #003 Playlist


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