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Marcos Rutherford e Isaac Aicon para 'Conversa Intrusiva'

Parte do que as pessoas veem na gente é um reflexo de como nós vemos o mundo e deixamos ele nos influenciar. Para o retorno da segunda metade da temporada do 'Conversa Intrusiva' quis trazer uma das pessoas mais incríveis que conheço para falar sobre uma outra coisa que eu amo: moda.


Partindo do raciocínio de que tudo depende de como enxergamos e consumimos o mundo, acredito que nossas experiências culturais que são reflexos de viagens, pessoas, arte e inspiração que moldam o nosso ser e estabelecem nossos gostos pessoais, influenciam nossas escolhas, inclusive de vestuário.


Eu e Isaac temos alguns pontos em comum que nos conectaram, sendo o interesse do aumento de capital cultural o mais notório. Por falar em repertório, é surpreendente o quanto esse cara carrega minucias dos seus gostos em tudo o que faz. Cada conversa é uma aula repleta de curiosidades, fatos históricos e genuinamente te cativa, te prendendo no momento.


Para além dos gostos e curiosidades em comum, temos uma idade próxima (que eu adoro negar e chama-lo de beeeem mais velho), o que torna esse convidado um fit perfeito para o podcast porque também compartilhamos das mesmas crises, dúvidas e inseguranças da vida (o que dois leoninos não vão admitir facilmente).


Nesse episódio também falamos sobre máximas de vida, aprendizados que influenciam nossa forma de ver o mundo, relações e oportunidades.


'O mundo que me veste' não é apenas um episódio que aborda literalmente o estilo de como se vestir, mas sim a maneira de absorver o mundo, suas nuances e particularidades e digerir isso de uma forma que molda, integra e forma nossas personalidades e opiniões.




Referências do Episódio (Favoritos do Isaac)

Young Lion - Sade

Faz Parte do Meu Show - Cazuza


Trilogia Before/Antes

A trilogia romântica Before (conhecida no Brasil como a Trilogia do Antes), dirigida por Richard Linklater e estrelada por Ethan Hawke e Julie Delpy, acompanha a evolução do relacionamento entre Jesse e Céline ao longo de quase duas décadas

Writer: Marcos S. Rutherford
Marcos S. Rutherford
Aug 12
6 min read

Além do meu compromisso anual de entregar para vocês, leitores, uma curadoria dos itens mais legais que eu encontrei e acredito que vão fazer sucesso no ano regente, eu também tenho o costume de listar todas as coisas que me chamam a atenção e conversam diretamente com a minha personalidade individual, para fechar uma lista de desejos de aniversário e mandar para meus amigos e familiares.


Havia uns bons anos que eu não reforçava essa tradição e esse ano, aproveitando o espaço da New Mean 4u e todo esse processo de renovar a marca e trazê-la o mais próximo possível dos blogs que regiam a internet em meados de 2015/2016, resolvi fazer a famosa 'Birthday Wishlist' que, para quem veio dessa época da internet, deve conhecer muito bem como funciona. Abaixo listei 9 itens que eu gostaria de ganhar (pela primeira vez ou novamente) de aniversário e que são tão bons (ou pelo menos eu acho que são) que resolvi compartilhar com vocês.



Fashion & Beauty



Não é uma lista de desejos feita por mim se não tiver skincare asiática nem roupas de marcas brasileiras. Nos últimos dias fui surpreendido com a Havaianas em Tabi e, depois de ter provado a peça no meu corpo na loja de Ipanema no Rio de Janeiro, fiquei obecado nessa regatinha da Misci.


A Mondepars chamou a minha atenção demais com o desfile da nova coleção em Maio desse ano. Além da minha obsessão ainda não consumada pelo Trench Coat Naomi da marca, tinha criado também o desejo de pegar alguma peça da coleção mais recente e me apaixonei por essa camiseta simples mas que marca sua presença com uma estampa linda na parte de trás. Ela é confeccionada em malha leve, tem uma modelagem oversize e é inspirada na Dona Alda que foi o tema central do desfile desse ano.

Confesso que estou O-B-C-E-C-A-D-O pelas Tabis. Demorou, mas finalmente a tendência bateu em minha porta e eu, com certeza, abri. Felizmente estou vivendo na mesma era em que meu mundo fashionista irá colidir com meu lado summer boy e em janeiro de 2027, em pleno verão brasileiro, a Havaianas, em parceria com P. Andrade (marca brasileira de moda fundada por Pedro Andrade (fundador da Piet) e Paula Kim que foi a primeira marca nacional a desfilar no calendário oficial da Semana de Moda de Paris), vai lançar uma sandália com o "top cut".


Ainda não está disponível mas a obsessão bateu tão forte que já teve que entrar na wishlist de aniversário e, por isso, estarei aceitando presentes atrasados em janeiro!


No começo desse ano decidi, junto à minha dermatologista, que iria renovar minha linha de uso diário de skincare porque sentia que a rotina focada antiacne já não fazia sentido para mim e, honestamente, queria subir um pouquinho o nível de performance dos produtos nas categorias básicas (limpeza, hidratação e proteção). Com isso, renovei tudo exceto o limpador facial que, agora, estou decidido a testar o da Shiseido.


A Shiseido é uma marca que me cativa bastante justamente pela tecnologia e performance aparente de seus produtos e, por se tratar de uma categoria com valores mais expressivos, achei o fit perfeito em começar testando o produto mais básico da rotina que é o limpador facial e sinceramente, é perfeito. Óbvio, existem outras opções no mercado e estamos falando de uma categoria de produto com uma variedade absurda, mas se você estava na curiosidade para testar a dica aqui é clara: SÓ VAI.


Depois de algumas listas de Year Obsessions acho que já deu para perceber que eu sou apaixonado pela Misci, né?


O primeiro viral da marca rolou com o boné 'Mátria Brasil' mas a história, impacto e trajetória da marca vai muito, mas muuuuito além disso. Como eu disse na introdução desse tópico, tive a oportunidade de visitar a loja física da Misci em Ipanema e experimentar essa peça que, além de ser uma abordagem diferente de uma peça simples, ficou linda no corpo e combina super com o estilo de montagem de roupas que gosto de criar (basicamente o básico bem feito, com um bom acabamento, adicionando detalhes mais exuberantes tipo brilho ou amarrações).



Reset Cultural



Eu não estou sozinho na febre de anemoia, né? Pois bem, eu decidi abraçar de vez e adotar várias coisinhas na minha rotina porque simplesmente vi que faz sentido para mim e que eu gosto muito mais de algumas coisas da forma mais analógica possível –– tipo livros.


Iniciei minha jornada na literatura francesa a pouco tempo com Annie Ernaux e eu não poderia estar com mais sede do que estou agora para as minhas próximas leituras, entre elas, 'The Son of Man' que eu descobri no clube do livro da Dua Lipa –– que diga-se de passagem, eu sou absurdamente fã.


Sou bem chato MESMO com qualquer tipo de spoiler então tudo o que eu sei sobre o livro são o autor e a cor da capa da edição que eu quero (a do Fitzcarraldo). Quem já tiver passado pela experiência da leitura e quiser me contar nos comentários, estou aberto a opiniões SEM SPOILERS!!


Eu definitivamente sou o cara das fotos no rolê, principalmente as com estética analógica (aka Dazz Cam). Dito isso, estou adorando a experiência de usar a QuickSnap para ter a experiência analógica completa e as fotos ficam incríveis, além de alimentar muito bem meu sentimento de anemoia.


DISCOS DE VINIL

Esse não tem link para acessar porque fiz um grupinho de opções que me apetecem. Mas música em forma física hoje em dia é isso também, não é necessariamente inédita quando se compra um vinil ou CD, mas definitivamente é uma experiência completamente diferente. Dentre as coisas que ouço e dominam o meu Spotify e que me alimentam uma curiosidade de ouvir em vinil, escolhi: FOLKLORE - Taylor Swift

Sou aficionado no 'folklore' e em todo o universo acerca desse álbum. Tirando o 'evermore', que foi lançado logo em seguida, acho que essa é a maior obra prima que a Taylor já fez. O disco marca uma grande mudança para o estilo indie folk e folk alternativo, distanciando-se do som pop animado de seus trabalhos anteriores e trazendo composições mais ficcionais e narrativas.


RUMOURS - Fleetwood Mac

Eu fui a criança enxerida que assistia o que não devia e vi 'American Horror Story: Coven' antes da hora, lá em 2017 para 2018, mas isso me proporcionou a chance de conhecer toda a história de quem era Stevie Nicks e conhecer as músicas assinadas como Fleetwood Mac que, por coincidência, também era trilha sonora da novela das 9 da Globo no momento (O Sétimo Guardião). Toda a história da banda e do álbum eu fui conhecer depois, mas fiquei obcecado pelo disco e entendo perfeitamente o por quê de ser considerado uma obra prima do rock.


HOW LONG DO YOU THINK IT'S GONNA LAST? - Big Red Machine

Admito que conheci esse álbum graças ao feat. com a Taylor Swift na faixa 'Renegade'. Mas que bom que o papel de uma colaboração foi bem executado e isso serviu para me introduzir a um dos meus discos favoritos de todos os tempos. O How Long Do You Think It's Gonna Last é o segundo álbum de estúdio do Big Red Machine, um projeto musical que reúne ninguém mais, ninguém menos que Justin Vernon do Bon Iver (que está em 'exile' do 'folklore') e o Aaron Dessner do The National (produtor dos álbuns mais recentes da Taylor).



Bebidas



Sem máscaras por aqui: completar anos de vida na casa dos vinte anos também é o momento da vida em que você passa a agir como se estivesse em uma série de TV americana dos anos 2000 e quer provar drinks como cosmopolitan, dry martini, negroni, etc. Apesar da minha PÉSSIMA experiência com alguns dos drinks que citei acima, tem dois em específico que acho bem diferentes e valem muito a pena a degustação com moderação.


O licor de cacau da Dengo foi uma das coisas mais geniais e interessantes ao paladar que experimentei nos últimos meses. Além da bebida de altíssima qualidade, a marca preza por uma cadeia sustentável de produção e tem seus produtos feitos em território nacional –– o que pra mim também conta bastante no fim do dia.

O LUCIA é um aperitivo não alcoólico desenvolvido no Brasil. Ele é comporto de ingredientes botânicos encontrados nas raízes naturais e culturais do país. Além da curiosidade que a ideia de um drink que causa uma sensação de relaxamento sem álcool e da ideia do sabor que parece incrível, a embalagem é a coisa mais linda, chique e fina que eu já vi.



Espero que, caso experimentem os produtos dessa lista, eles sejam tão incríveis para vocês quanto foram pra mim e, se foi algum que eu não experimentei ainda, espero vocês para compartilhar a minha experiência.


Essa curadoria de itens também está disponível em um carrossel na nossa página oficial do Instagram, para você poder acessar de forma mais rápida e simplificada sempre que quiser.


Abraços e até a próxima!


It's finally here: CONFESSIONS II, the long-awaited sequel to Confessions on a Dance Floor, Madonna's landmark 2005 album. Released this Friday (03), the record delivers a phenomenal disco and club-inspired atmosphere with immaculate production, echoing what feels like its own mantra: "If your dance floor feels dead, maybe you're playing the wrong music."


Woman in pink-red stage lighting poses on the floor, mirrored in a double exposure, with long blonde hair and a sultry mood.
Madonna for 'CONFESSIONS II'.

Across 16 tracks, the album takes us inside a nightclub and through every emotion that belongs there—from the moment you walk in until the dance floor empties and the party comes to an end. Built around dance and electronic music, the project reunites Madonna with producer Stuart Price, who also co-produced and co-wrote the original album in the mid-2000s. The record also brings together artists from different generations, featuring Martin Garrix, Sabrina Carpenter, Feid, Stromae, and Madonna's eldest daughter, Lola Leon.


During the album's press conference, the Queen of Pop sat down with Stuart Price to explain how she envisioned the project being received and what this sequel to one of the most celebrated records of her career truly represents.

"We must dance, celebrate, and pray with our bodies. These are things that we’ve been doing for thousands of years—they really are spiritual practices. After all, the dance floor is a ritualistic space. It’s a place where you connect—with your wounds, with your fragility. To rave is an art. It’s about pushing your limits and connecting to a community of like-minded people. Sound, light, and vibration reshape our perceptions, pulling us into a trance-like state. The repetition of the bass—we don’t just hear it, we feel it—altering our consciousness and dissolving ego and time."
Woman in a sheer pink veil sits on a speaker box against a purple backdrop, creating a dreamy, mysterious mood.
Madonna for the album cover of 'CONFESSIONS II'.

The album opens with I Feel So Free, introducing a Madonna who speaks freely about her legacy on the dance floor while offering a clear nod to Bedtime Story (1994). Listening to the track feels like stepping into a nightclub: bodies slowly finding the rhythm, lights shimmering across the room, and those first glances exchanged by people who already know they don't want the night to end.


One of the defining qualities of both the original Confessions and its successor is the seamless transition between tracks, making the entire record feel like a DJ set straight out of New York City's most iconic clubs. It reinforces Madonna's identity while reminding us that she knows not only the fans who fell in love with the original album, but also the club culture she lived through during the '80s and '90s. Good For The Soul follows by revisiting the spirit of Impressive Instant from Music (2000), embracing the same euphoric trance while using cosmic imagery to describe the transcendence that dance and love can create—even 26 years later.


On the third track, One Step Away, the album noticeably shifts in mood. It feels as though your body has completely surrendered to the dance floor and is, quite literally, one step away from transcendence. That transformation arrives with Bring Your Love, the album's lead single featuring Sabrina Carpenter. Their collaboration beautifully bridges generations, proving that the universe Madonna created is not only alive but thriving in the hands of younger artists. More than preserving her legacy, she continues to command genuine respect from a new generation. Lyrically, the song also addresses the pressure of public judgment and algorithm-driven success in today's music industry, a conversation that has become increasingly unavoidable.


Two blonde performers on a dark concert stage point outward, one in white lace bodysuit and wings, the other in purple outfit.
Madonna and Sabrina Carpenter during Coachella 2026.

Track five, Danceteria—which I dare call one of the album's strongest moments and perhaps a Vogue for the 2020s thanks to its countless references to cultural icons—simply works. It's exhilarating, intense, and makes you want to grab a strong drink and lose yourself on the dance floor next to the person you've wanted to kiss all night. The song also references Danceteria, the legendary New York's nightclub where Madonna's career first began to take shape in the early 1980s. Keeping that same momentum alive, she ventures into Spanish on Read My Lips, her collaboration with Feid, blending more organic instrumentation, subtle acoustic textures, and touches of reggaeton into what feels like a loving tribute to Medellín from Madame X.


The following tracks make the album's narrative crystal clear, each chapter representing a different stage of the night Madonna wants you to experience. First comes unapologetic confidence (Everything). Then liberation through an extraordinary love (Love Sensation and Love Without Words). After that, an intense, unconventional romance (Bizarre). Finally, a sharp response to anyone who believes they can teach her something she doesn't already know (School). Together, these songs embody the physicality Madonna has always embraced—through movement, desire, and sexuality—inevitably recalling her provocative 1992 coffee-table book, Sex.


Close-up of a woman with eyes closed, her face striped by pink and purple light against a soft magenta studio background.
Madonna for 'CONFESSIONS II'.

As CONFESSIONS II enters its final act, the last five tracks guide us somewhere quieter and more emotional, recreating that unmistakable feeling that the party is almost over and sunrise is just around the corner. Fragile—which, in my opinion, serves as a beautiful tribute to Ray of Light—explores spirituality and the vulnerability of the mind during times of emotional hardship. It also stands as a tribute to her late brother, Christopher Ciccone, a song Madonna herself described as both "a form of catharsis" and "an exorcism."


Next comes My Sins Are My Savior, blending spirituality with love as Madonna revisits memories of every kind of relationship—romantic, familial, platonic, and everything in between—connecting different chapters of her life to both the original album and its continuation.


Then comes Betrayal, where love discovered on the dance floor is tested against faith. Even after being betrayed, the song's narrator still feels loved while remaining profoundly alone and emotionally displaced. She keeps dancing, but never forgets what happened.

"And now we're dancing, yes, we're dancing. We're together forever. You betrayed me, you enslaved me. We're together 'til the end."
Two glamorous women pose closely in a nightclub, hugging in front of a blue wall with champagne glasses and a bottle behind them.
Madonna her daughter, Lola Lean.

Near the album's conclusion, Madonna reveals her most vulnerable side with The Test, a moving collaboration with Lola Leon that becomes even more meaningful knowing it was her daughter who suggested they write a song together as a way of healing their relationship.


Closing out the night is the impeccable L.E.S Girl. Looking back on a past that was already disappearing long before the original Confessions existed, the song tells the story of a young woman from New York City's Lower East Side—Madonna herself—discovering adulthood, falling in love with the city's streets, and ultimately becoming the artist the world would come to know.


Blonde woman in blue dress stands before four men at urinals in a tiled restroom, posing with a bold pop-star look.
Madonna in 'Confessions II - The Film', available on Youtube.

Taken as a whole, CONFESSIONS II is Madonna celebrating herself. Not simply because she has remained at the top, but because she helped build that summit in the first place. It's a place reserved for very few artists, one that has opened doors for countless performers from her own generation and those that followed.


If the dance floor ever dies, know that Madonna is no longer with us. Because as long as she's alive, one thing remains certain: she'll keep the music, the glamour, the sensuality, and the dance floor alive.


That is legacy. Those are confessions. That is Madonna.


Bravo, bravo, bravo.


(5/5)

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